quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Degustação auditiva


O vinho é frequentemente relacionado a boa comida, comemoração, prazer, cultura, etc. Porém, é mais difícil encontrar quem trace pontos entre a bebida e a música. Inspirada no trabalho da norte-americana Wines That Rock, que elabora rótulos a partir de discos clássicos do rock'n'roll (como o Cabernet Sauvignon Pink Floyd's The Dark Side of the Moon ao lado), a equipe do Blog do Enolegal fantasiou como seriam vinhos hipoteticamente lançados por artistas brasileiros.

Claro que tudo não passa de uma brincadeira, muito bem executada por Marcel Maineri. Entre as marcas imaginárias estão nomes como Brut e Marrone, O Grappa e Proseccos e Molhados. O sucesso das bandas enológicas foi grande na internet, tanto que o blog (uma divisão do site oficial da campanha Vinhos do Brasil _ Abra e se abra) já está preparando outros lançamentos. Acima você conferiu três das peças criadas por Maineri. E abaixo estão mais algumas.






quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vinho heavy metal

Vinho heavy metal

Quem disse que metaleiro não toma vinho?! O "Eddie's Evil Brew" é a prova de que fãs do Iron Maiden também têm paladar refinado e não vivem só de cerveja quente de show. Este Merlot é simplesmente heavy metal! Produto oficial, exclusividade do Iron Maiden Shop, vem em uma caixa de madeira com logotipo e nome do vinho impressos na tampa. Banda inglesa, preço idem: 15 libras a garrafa. E quem não gosta de vinho, mas ama o Maiden, vale a pena como item de coleção.

http://www.ironmaiden.com/shop/web/

O ressaca deve ser o Adrian, Murray e o Gers serroteando suas guitars no teu melão!!!

Vladi

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

VINHOS AUSTRALIANOS: EXCELENTE OPÇÃO PARA O DIA-A-DIA

Queridos Leitores,

Na última sexta-feira cheguei de um congresso de enologia na Austrália e pude observar algumas curiosidades que irei comentar com vocês. É uma terra que possui um solo franco-argiloso e um clima continental. Suas principais variedades são: Pinot Noir, Chardonnay e Riesling, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Merlot e, principalmente, a Shiraz com mais de 35.000 ha cultivados. A colheita é quase que totalmente mecanizada - dessa forma, diminuindo os custos com a produção e os preços dos vinhos. Suas técnicas de elaboração dos vinhos são direcionadas ao “paladar Parkeniano”. Apesar de grande parte dos vinhos australianos terem uma indicação para o consumo dia-a-dia, experimentei vinhos muito bons do sul australiano e da Tasmânia (onde está concentrada boa parte da produção de vinhos diferenciados).

Vinhos por mim degustados e conhecidos por apreciadores de vinhos no Brasil:



Moore’s Creek Chardonnay – Tyrrell’s 2005
a) cor: amarelo palha com reflexos dourados
b) nariz: aroma cítrico, lembrando pêssego e também notas da madeira. c) boca: acidez média
* vinho para o dia-a-dia




OldWinery Shiraz – Tyrrell’s 2005
a) cor: vermelho ruby com reflexos violáceos
b) nariz: aromas de ameixa e notas de chocolate e baunilha
c) boca: acidez e persistência médias, paladar complexo e retrogosto à pimenta branca
* excelente vinho para o dia-a-dia

FINAL DE ANO: MOMENTO DE ENCONTRO, MOMENTO DE BONS VINHOS!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

James Bond e Champagne Bollinger

James Bond e Champagne Bollinger

Juntos novamente em “007 – Quantum of Solace”, que estréiou no Brasil dia 7 de novembro

A parceria entre a bebida e o agente secreto completa 35 anos e chega ao 12º filme

Site da vinícola Bollinger: http://www.bollinger.fr

mais informações (em inglês) : http://en.wikipedia.org/wiki/Bollinger

Preço da garrafa: R$ 353,00 (http://www.mistral.com.br/product.aspx?idDept=0&idProduct=6755)


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Vinho brasileiro é aprovado por chefs franceses


Um dos três chefs de cuisine mais famosos do mundo, o francês Philippe Gobet provou e aprovou os vinhos tintos brasileiros durante almoço no Espaco Gourmet, da Apex-Brasil, na Sial 2008. Gobet fez questão de experimentar os vinhos produzidos no RS e expostos na feira em Paris. "Inspiradores", elogiou Gobet assim que degustou os vinhos brasileiros apresentados pela gerente de exportaçao do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Andreia Gentilini Milan. Ao saber que o chef conhece todas as principais capitais brasileiras, exceto Porto Alegre, Andreia imediatamente convidou Gobet para visitar a capital gaucha, o Vale dos Vinhedos e as demais regiões produtoras de vinho no Estado. O chef francês se dispôs a participar de um evento integrando comida e vinhos no Brasil. Na terca, o também francês Alain Ducasse, dono de três restaurantes classificados com três estrelas pelo guia Michelin, teceu enormes elogios a um vinho do Vale dos Vinhedos . "Gostei. E um vinho do sol", comentou, logo apos o primeiro gole. "O vinho brasileiro tem um grande potencial", completou.

SIAL
A maior atracao brasileira no Salão Internacional da Alimentação (Sial 2008), que aconteceu desde domingo (19) até quinta-feira (23), em Paris, na Franca, é o Espaço Gourmet, que reuniu a comida e os vinhos brasileiros. A cada dia foram servidos pratos preparados com exclusividade pelo Chef de Cuisine Laurent Suaudeau, um francês radicado no Brasil desde 1979, com o respectivo vinho adequado ao sabor da comida.
Nas receitas foram usados ingredientes brasileiros expostos por mais de 100 empresas brasileiras na feira. Suaudeau é conhecido por preparar pratos que misturam a clássica cozinha francesa com ingredientes típicos brasileiros, produzindo inusitadas combinações. "Nada melhor para acompanhar um bom prato de comida do que um vinho brasileiro", garante ele.
No almoço de abertura da feira, por exemplo, o cardápio continha frango com molho tucupi e arroz negro, regados aos vinhos brasileiros. O sorvete de bacuri, servido na sobremesa fez grande sucesso entre os convidados estrangeiros.
O Sial é uma das feiras mundiais mais importantes para o segmento de alimentos e bebidas. Reúne, a cada dois anos, mais de 5 mil expositores de todos os continentes e recebe cerca de 140 mil visitantes. O Brasil ocupa um espaço recorde de 1.840 m², com vários ambientes – o maior deles é o pavilhão nacional, com 710 m². Os vinhos brasileiros estao expostos em quase 70 metros quadrados de area no estande B17, no pavilhao 7, logo na entrada do Parque de Exposicoes de Paris. Esta é a quinta participação brasileira, que apresenta uma diversidade de produtos como carnes, lácteos, vinhos, cachacas, chocolates, alimentos orgânicos e exóticos como a castanha-do-pará, o camu-camu e o açaí.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Substância no vinho tinto pode manter 'coração jovem'

Uma substância química encontrada no vinho tinto pode ajudar a manter o coração "geneticamente jovem", segundo um estudo publicado no jornal acadêmico PLOS One.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram que o polifenol resveratrol parece capaz de frear mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas à idade.

Os efeitos parecem imitar os obtidos com uma dieta baixa em calorias - conhecida por prolongar a vida.

Acredita-se que o resveratrol, também encontrado em uvas e romãs, pode ser uma das causas para o chamado "paradoxo francês" - a relativa longevidade dos franceses apesar de sua dieta rica em gorduras animais, prejudiciais ao funcionamento das artérias.

Outros estudos já indicaram que um copo de vinho tinto durante as refeições pode ajudar a combater problemas do coração.

Estudo
Os cientistas de Wisconsin pesquisaram os efeitos do resveratrol em ratos de "meia-idade", olhando para o impacto no funcionamento dos genes do coração.

O processo natural de envelhecimento em seres humanos e outros animais é marcado por mudanças nas funções de milhares de genes do órgão. Apesar de as conseqüências exatas dessas mudanças não serem totalmente compreendidas, acredita-se que elas contribuam para o enfraquecimento gradual do coração.

Os ratos que receberam doses de resveratrol pareciam apresentar menos mudanças nas funções dos genes do que os que não receberam a substância.

Os pesquisadores também notaram semelhanças entre as mudanças associadas ao resveratrol e aquelas percebidas em ratos que receberam uma dieta baixa em calorias, levando à conclusão de que a substância pode ter um efeito semelhante.

"Deve haver algumas reações bioquímicas importantes que são ativadas em resposta à restrição calórica, o que, por sua vez, pode ativar muitas outras reações - e o resveratrol parece fazer o mesmo", disse Tomas Prolla, um dos autores do estudo.

"Galões de vinho"
Mas uma pesquisadora do Imperial College, em Londres, que examinou os efeitos do resveratrol em doenças do pulmão, disse que a substância não fica no corpo tempo suficiente para ter qualquer efeito.

"A molécula de resveratrol é rapidamente retirada da corrente sangüínea e metabolizada pelo fígado", disse Louise Connelly. "Para obter qualquer efeito, você teria de beber galões de vinho, o que não é recomendável", completou.

Connelly disse que a única maneira de os seres humanos absorverem os efeitos do resveratrol seria o desenvolvimento de uma forma da substância que superasse esse problema.

BBC Brasil

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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sapienza safra - 2007


Fomos recompensados, depois de colher a uva, carregar caixas, esmagar, cuidar a fermentação, filtrar, trafegar, meses na pipa, etc.......
ELE ESTÁ PRONTO.
As fotos da degustação de nosso primeiro vinho "Sapienza 2007"

São 3 castas, Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat, cada uma com suas características, mas fica difícil saber qual o melhor.

O Merlot de cor violeta e brilhante está macio e aveludado, o Tannat está com uma cor forte e imponente e uma bela complexidade ao paladar, e o Cabernet com cor rubi e com notas de frutas é um fantástico jovem inquieto.

A partir de Outubro vamos engarrar, esta primeira é apenas para consumo próprio, quem sabe na próxima sobre algumas garrafas aos amigos, ehehe, afinal, são apenas 700 garrafas.



segunda-feira, 30 de julho de 2007

Curso de Degustação na Miolo

Oi Amigos, passei um período sem escrever nada porque estava muito atarefado em minha vida profissional, agora voltei !! E minha dica de hoje é o Curso de degustação da Miolo, em Bento Gonçalves.
A sala de degustação é ótima, muito iluminada, os cuspidores (não sei se este é o nome) são higienicos, com descarga de água, cada fila de cadeiras é mais alta para que todos tenham boa visão, etc... Mas o mais importante, é o Dr. Miele, o cara sabe muito, não é sócio nem funcionário da Miolo, mas sim um estudioso que é contratado para estes cursos.
Resumindo, visita a todo processo de produção de vinhos e espumante.
Uma aula sobre origens das videiras e vinhos.
Degustação de 14 tipos, entre vinhos e espumantes, da Miolo e de outras empresas.
Almoço típico da região, tudo livre, o capete é ótimo, e acompanhado do vinho fica melhor ainda.
Recomendo, tudo isso custa R$ 115,00.
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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Vinícola Bordignon


Meus amigos, ontem, dia dos Namorados, fomos jantar na Vinícola Bordignon, ótimo ambiente, ótima comida, muito bom vinho e fica dentro de Porto Alegre.
Degustei o Licor de Vinho, muito parecido com o Vinho do Porto tipo Tawny, um pouco mais seco, mas bem interessante.
Também degustei o Vinho Cabernet Sauvignon Safra 2003, mais adiante falo sobre ele.
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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Na Dúvida, Cabernet Sauvignon do Chile

Quando a gente está em um restaurante ou supermercado e tem dúvida na hora de escolher o vinho, uma alternativa segura é optar por um Cabernet Sauvignon do Chile. É quase sempre uma saída confiável. O país tem hoje outras castas expressivas, como Carmenère e Syrah, mas a velha Cabernet continua a brilhar. Recentemente, Gula promoveu uma nova versão de sua megadegustação, que resultou na edição 2006 do bem-sucedido Guia de Vinhos Gula. Entre os mais de 2 000 tintos e brancos provados, um dos destaques, sem dúvida, foram os tintos chilenos produzidos com essa uva de origem francesa, que se adaptou muito bem ao país andino. A Cabernet Sauvignon é a cepa que ocupa a maior parte dos vinhedos do Chile, com 40 000 hectares plantados. Para alegria do consumidor, o Guia de Gula também confirmou que há uma grande concentração de rótulos bem pontuados na faixa de preço média, até R$ 90. Selecionamos aqui alguns desses tintos, que podem dar muita satisfação ao paladar.

Por José Maria Santana - Revista Gula

Contracultura do vinho desaloja "enochatos"

Contracultura do vinho desaloja "enochatos"
Eric Asimov - 6/Jun/2007 - NY Link
Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

Eles são chamados por muitos nomes diferentes. O mais familiar e talvez o menos gentil seja "malucos por vinho". Também são conhecidos como fanáticos, extremistas e até como contracultura do vinho.
Mas eu prefiro chamá-los de salvadores. Pois sem essas vozes que insistem em se erguer contra a cultura dominante e elogiar vinhos exóticos e menos conhecidos, o mundo do vinho seria um lugar muito mais monótono.
Apesar do filme Mondovino e dos pessimistas de plantão, vivemos a melhor das eras para os amantes do vinho. Jamais houve tamanha diversidade de vinhos excelentes, disponíveis de forma tão ampla.
Dos chateaux de Bordéus às aldeias nas encostas do Valle d'Aosta, das rochas vulcânicas varridas pelos ventos na ilha grega de Santorini às colinas cobertas pela névoa em Sonoma, na Califórnia, é possível encontrar vinho de quase todo lugar em quase qualquer lugar.
E temos muita gente a agradecer por isso. Meu brinde vai para os comerciantes de vinho, por exemplo, já que sem eles nós todos estaríamos bebendo limonada. Mas não pretendo discorrer sobre eles, nem sobre os jornalistas e críticos, ainda que o entusiasmo de todos esses profissionais sirva a nos inspirar. Quero homenagear principalmente os subversivos, as pessoas que abandonaram o gosto convencional para descobrir mundos novos e povoados de vinhos excêntricos e maravilhosos.
Algumas dessas pessoas são parte do mercado, sommeliers como Paul Grieco, dos restaurantes Hearth e Insieme, em Nova York, que reza no altar do riesling e serve a uma clientela sempre receptiva vinhos de variedades excêntricas como savagnin, rkasiteli, romoratin e outras com nomes ainda mais difíceis de pronunciar.
Algumas delas são importadores, como Joe Dressner, da Louis/Dressner Selections, que traz aos Estados Unidos uma boa seleção de vinhos de que ninguém ouviu falar, produzidos em lugares que ninguém conhece. Há também os varejistas, como David Lillie, da Chambers Street Wines, de Nova York, que apresentou sua clientela às mais esotéricas glórias do vale do Loire.
Mas essas pessoas não teriam chegado ao ponto que chegaram não fosse um quadro determinado de consumidores em larga medida anônimos, conhecidos apenas por seus pseudônimos de blog e seus apelidos de Internet. Eles povoam sites como o erobertparker.com, wineloverspage.com e, acima de tudo, o Wine Therapy (enemyvessel.com/forum/), e neles expressam suas opiniões incisivas, defendidas com tenacidade e apresentadas de forma contenciosa, usualmente com sutileza semelhante à de quem joga um coquetel Molotov janela adentro.
Sobre o que eles estão falando? Não as mais recentes degustações de vinhos Bordeaux, ou sobre vinhos que conseguem mais de 90 pontos nos rankings de qualidade. Vinhos como esses poderiam ser considerados, no jargão desse grupo de excêntricos, como "spoolfulated", um termo insultuoso que designa vinhos criados para impressionar.
Essas pessoas preferem falar sobre vinhos "de verdade", os produzidos e vendidos sem manipulações especiais na vinícola, adega ou mercado. Dressner, o importador, se refere aos melhores deles como "vinhos de herança", com sabores e aromas que podem ser reproduzidos na produção em massa.
"Existe rejeição a tudo que está sendo produzido, distribuído e consumido", ele afirma sobre os subversivos do vinho. "Eles preferem algo de indeterminado, de indefinível, nos vinhos que bebem".
A categoria não é unida, ainda que seus integrantes compartilhem de certas preferências, como o gosto por um tom mineral e ácido, em lugar dos sabores arredondados, frutíferos. Eles também detestam os novos vinhos com um toque de carvalho, e reverenciam os métodos tradicionais e as práticas do terroir. Se alguma coisa serve para unir esses iconoclastas como comunidade, é a Internet.
Anos atrás, antes que a web devorasse o mundo, listas de discussão na Internet como a alt.food.wine e serviços como os da Prodigy e Compuserve serviam de abrigo a essa turma.
"Não acredito que as visões convencionais fossem impostas com tanta prepotência, então", diz Joe Dougherty, executivo de um banco de investimento em Nova York, que se identifica na Web com o apelido SFJoe.
"Não havia a igreja ortodoxa de Robert Parker, na época, levando as pessoas a optar entre serem membros ou proporem um movimento de reforma", ele brinca.
Nos anos 70 e 80, Parker mesmo talvez pudesse ser qualificado como um subversivo do vinho. Marcas que ele defendia, como a Vega Sicilia, da vinícola espanhola Ribera del Duero, no passado defendidas pela contracultura vinícola, agora se tornaram algumas das mais procuradas. De fato, muitos dos pequenos produtores mais apreciados pelos iconoclastas do passado conquistaram apreço universal, e seus produtos são vendidos hoje a preços muito mais elevados.
"De certa forma, as coisas não são boas para nós, a velha geração dos malucos por vinho", disse Michael Wheeler, da Polaner Selections, uma distribuidora ativa há 30 anos. "No passado, podíamos bancar vinhos como o Raveneau Chablis, o Roumier e o Cotat Sancerre. Agora, com a Internet e tanta gente falando sobre eles, ficou muito mais difícil obtê-los
Isso indica que, dentro de 20 anos, o panteão dos grandes vinhos talvez pareça muito diferente do que é hoje. Os favoritos dos subversivos do vinho atuais, como o Jacques Puffeney, de Arbois, o Luneau-Papin, de Muscadet, e Frank Cornelissen, da Sicília, podem se tornar novas forças do mercado convencional, e muito difíceis de obter se você não constar da lista de fregueses preferenciais.
Não é provável que as coisas transcorram assim, mas a possibilidade existe. Caso ela se confirme, uma nova geração de iconoclastas do vinho estará presente, e audaciosamente irá a lugares a que poucos amantes do vinho foram. E isso sugere que o termo correto para as pessoas que homenageio neste artigo talvez seja "a vanguarda do vinho".

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Vinhos Finos em Porto Alegre

A vinícola Bordignon, de Porto Alegre, apresentou na feira de vinhos do cais do porto, comemorativa ao Dia Estadual do Vinho, as safras 2002, 2003 e 2004 do Cabernet Sauvignon, colhido na região de Belém Velho, bem como um excelente vinho licoroso, tipo Porto.
A Bordignon é dirigida por Faustino Bordignon que chegou a Porto Alegre em 1966 e começou a cultivar seu próprio parreiral. Pesquisador, ele identificou a uva Cabernet Sauvignon como a melhor casta para ser cultivada na Capital do estado e produziu em 1971 seu primeiro vinho.
A vinícola possui ainda um Château de pedra, para celebrações com vinhos, acompanhados de pratos típicos da cozinha italiana, como queijos, salames, copas e pães. Os vinhos podem ser adquiridos por tele-entrega no telefone (51) 3315.0094

Porto Valdouro Tawny

Porto Valdouro Tawny Port

  • Vinícola: Krohn
  • Variedade: Vnho do Porto Tawny
  • Origem: Portugal
  • Ano: 2006
  • Graduação: 19º
  • Preço: R$ 40,00
  • Visual: Cor alourado. Límpido, brilhante, transparente.
  • Olfato: Boa intensidade e persistência de aromas. Açúcar queimado e frutas secas.
  • Gosto: Um pouco ásperos, boa acidez. Álcool presente. Bom corpo. Caramelo e açúcar queimado. Final bem doce. Boa persistência.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Vinho e chocolate

Bons apreciadores de vinhos sempre falam: "O Chocolate é o inimgo número um de qualquer vinho da face desta terra". Por um motivo simples, o chocolate é tão forte que esconde o vinho.

Mas acredito que podemos mudar um pouco esta afirmação, pois o vinho existe para nos servir e não o contrário, as vezes o respeito que os apreciadores tem pelo vinho se transforma em submissão, então falemos assim: "Para apreciar um bom vinho, não coma chocolate, mas nada impede de comer chocolate acompanhado de um vinho".

Pronto, agora nada impede de saborear um bom "Fondue de chocolate" acompanhado de um vinho ou um espumante mais suave !!

Tenho uma boa dica que até os Enochatos concordam !
Compre um chocolate bom (não estes só de açucar, procure um chocolate com no mínimo 60% de chocolate) e acompanhe com Vinho do Porto tipo Tawny, quem não gostava de vinho do porto vai começar a gostar, experimente.

domingo, 3 de junho de 2007

Temperatura do Vinho


E agora ? como saber qual a temperatura certa para beber meu vinho tinto, bordo, branco ou espumante.

- Esta semana, minha esposa estava assistindo novela, e ao "passar os meus olhos", assisti uma cena grotesca. Um chato levou um termometro ao restaurante e rejeitou o vinho por estar 2 graus acima do que ele julgava ser o adequado. Acho que não existe tal preciosismo.

Pensemos em Cerveja, os "apreciadores" de cerveja, ao tocar na garrafa, sabem se ela está no ponto ideal !! O mesmo acontece com os apreciadores de vinho, com o tempo, não precisam de um termometro para saber se o vinho está na temperatura ideal.


É importante que nenhum tipo de vinho deve ser servido muito gelado, abaixo de 5 graus, se não nossas papilas gustativas perderam sua função.

E nunca acima de 20 graus, pois ai, só se estiver tomando quentão.


Abaixo uma tabela simples (mas existem muitas variações, é apenas uma dica)


  • Vinhos tintos encorporados: 15º C a 20º C

  • Vinhos tintos ligeiros: 12º C a 15º C

  • Vinhos rosê, vinhos brancos secos: 10º C a 12º C

  • Vinhos brancos doces, vinhos doces naturais, champanhe, vinhos espumantes: 5º C a 10º C.

Como vê, dependendo da característica do vinho, há uma temperatura, isso acontece porque a temperatura modifica muito o gosto do vinho, por exemplo, o doce é acentuada pelo calor e amenizada com o frio.


Mas tenho uma bela dia para quem não sabe a temperatura ideal de cada vinho e muito menos sabe, ao tocar na garrafa, se está na temperatura ideal.

Existe este termometro que é colocado do na garrafa e já possui a marcação ideal para cada tipo de vinho, não tão preciso quanto o convencional, mas faz muito bem seu serviço. Se alguem quiser, eu indico onde pode encontrar, mas para quem é de porto alegre, existe no Mercado Publico há R$ 26,00.




Taberna Monte Polino


Esta semana fui almoçar na Taberna Monte Polino, como de costume, pedi um fantástico risoto de camarões, este prato tem o tempero certo, os camarões estão no ponto certo, mesmo para quem não gosta muito de frutos do mar, este prato pode mudar sua opinião.


A casa, tem uma bela carta de vinhos, mas normalmente indica "Marson - Cabernet Sauvignon", é um belo vinho em todos os sentidos, além disso tem garrafa pequena ( meio dia é melhor não exagerar), e mesmo sendo frutos do mar, harmoniza muito bem. Na verdade eu não sei se é o clima da taberna, a qualidade do prato, mas tudo harmoniza muito bem !!


Taverna Monte Polino

Restaurante simples com decoração italiana. Serve massas, carnes e peixes. As porções são individuais, para respeitar o modo de preparo da cozinha italiana. Experimente o fettuccine aos quatro queijos ou a vitela ao forno, mais apreciados.
Endereço: Barão do Gravataí, 531. Cidade Baixa.
Telefone: 3224-2372.
Cidade: Porto Alegre

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Bag In Box (BIB)

Você sabe o que é Bag In Box ?


Como diz o seu nome, um saco dentro de uma caixa. (B.I.B)

Prática e econômica, a embalagem Bag-in-box é ideal para o serviço de vinho “em taça”. Auxilia na preservação da qualidade original do vinho por até 35 dias após aberto, pois não deixa entrar Ar e nem Luz.


Se for fazer um jantar ou evento regado a vinho para mais de 6 pessoas, já vale a pena !

O Aniversário de minha esposa fizemos com vinhos em BIB.
O meu aniversário, infelizmente não deu para usar BIB porque ainda não há para espumantes, eheh !!

Neste site encontra uma dezenas de vinhos em BIB, alguns de muito boa qualidade.
http://www.vinhosevinhos.com/secao.asp?iCodSecao=10&words=Bag-in-Box

terça-feira, 29 de maio de 2007

Curiosidade da Degustação - A Língua

Sabores Básicos

A língua pode captar o sabor doce em sua ponta, a acidez em suas bordas e o amargor na parte inferior, próximo a garganta, no meio percebe-se o sabor salgado, mas este não é importante para o vinho.

Vinhos de climas frios, tendem a ser mais ácidos, por isso tem mais presença nas bordas da língua.

Vinhos de climas quentes, por sua vez, tendem a ser mais doces, por isso são mais presentes na ponta da língua.

Tudo é muito complexo, mas notem que com esta pequena definição, já podemos imaginar a origem do vinho, é claro que tudo depende de comparativos, por isso, vamos beber vinhos !!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Las Marías - Malbec

Las Marías Estate
  • Vinícola: Bodegas Nieto Senetiner
  • Variedade: Malbec
  • Origem: Mendoza - Argentina
  • Ano: 2006
  • Graduação: não informado, mas acredito que em torno de 13º
  • Preço: R$ 10,00 Bourbon Shopping
  • Visual: Cor Ruby com brilho intenso
Vinho para ser bebido jovem, taninos sutis, acidez normal, aroma de ameixas.

Sugestão: Combina com este frio e com comidas quentes, não perca tempo.

Curiosidade: Malbec é a cepa principal da Argentina, normalmente se acerta ao comprar esta variedade desta origem.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Trio - Cabernet Sauvignon+Shiraz+Cabernet Franc
















Trio
  • Variedade: Cabernet Sauvignon+Shiraz+Cabernet Franc
  • Vinícola: Concha e Toro
  • Origem: Vale del Maipo - Chile
  • Ano: 2006
  • Graduação: 14º
  • Preço: U$ 5,00 FreeShop - Chuy - RS


Muita estrutura e grande concentração frutal, seus taninos apresentam-se firmes e persistentes até o final.
Esta mistura é ótima, o carro chefe que é o Sauvignon fica mais redondo unindo-se ao Shiraz e Cabernet Franc.

Sugestão: Quem sabe uma carne assada ou um prato com queijos, como disse, é um vinho de taninos firmes.

Curiosidade: você sabia que dificilmente um vinho de apenas uma variedade é 100% daquela variedade. Por exemplo, normalmente o vinho Cabernet Sauvignon é composto por 85% Cabernet Sauvignon e 25% Merlot ou Cabernet Franc.